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02-06-2025
AIMA negocia com universidades forma de acelerar vistos de estudantes estrangeiros
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) está negociando com as universidades e os institutos técnicos superiores uma forma de agilizar os processos de concessão e de renovação de vistos de estudantes estrangeiros em Portugal. Segundo declarou o presidente da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, o órgão está tentando se antecipar para evitar problemas que possam dificultar a chegada dos alunos às salas de aulas. Ele acrescentou que haverá atenção especial aos estudantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“Pedimos às universidades uma previsão quantitativa de vagas, especialmente dos países de língua portuguesa, para podermos adaptar a nossa capacidade de resposta”, explicou Gaspar, durante a inauguração do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), da Associação Nasce e Renasce, na Musgueira, periferia norte de Lisboa, em 29 de maio último. Ele disse que a intenção da AIMA é preparar melhor o calendário de agendamentos e evitar os bloqueios vividos em anos anteriores. O ano letivo nas universidades e nos institutos superiores começa em setembro.
Entre os projetos estudados pela AIMA está a implantação de balcões avançados de atendimento em algumas universidades e institutos com grande fluxo de estudantes estrangeiros. Um desses postos deverá ser instalado na Universidade Nova de Lisboa, como revelou o vice-reitor da instituição, João Amaro de Matos, ao PÚBLICO Brasil. “Estamos negociando com a AIMA a instalação de um posto de atendimento dentro das nossas estruturas para a renovação de vistos e outros serviços”, afirmou. “A ideia é que, além dos estudantes, o posto atenda professores e pesquisadores”, destacou.
Consulados são entraves
Na avaliação de Fábio Knauer, CEO da Aliança Global Group, a decisão da AIMA de se aproximar das universidades e dos institutos superiores é bem-vinda, mas é preciso que se saia do campo das intenções para a prática, sempre de forma bem estruturada. “De nada adianta a AIMA prometer facilitar a vida de estudantes estrangeiros, se não criar uma infraestrutura adequada para a prestação de serviços. Realmente, esses postos têm de funcionar”, assinalou. Para ele, “essa mesma boa intenção da AIMA e, por consequência, do Governo de Portugal”, tem de começar pelos consulados portugueses espalhados pelo mundo.
“Não podemos esquecer que, neste ano, houve uma série de manifestações em frente aos principais consulados portugueses no Brasil. Para entrar em Portugal, os estudantes devem obter um visto, que tem demorado meses para sair. Há vários alunos que, pela demora dos consulados, acabam chegando em Portugal depois de as aulas terem começado. Isso é muito ruim”, disse Knauer. “Ou seja, para que a AIMA realmente consiga se acertar com as universidades e os institutos, é preciso que também os consulados funcionem a contento, com instrumentos para agilizar os processos”, emendou.
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